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26/07/2013

Quem nunca passou por isso?

julho 26, 2013 1 Comments

Na época da escola, o certo era ter um amigo só, porque se você tivesse dois, pode ter certeza que os ordinários iriam se juntar pra fazer trabalho em dupla e você sobraria.

Eu sabia...

julho 26, 2013 0 Comments
Lembram das revistinhas? Elas vinham recheadas de historinhas, brincadeiras e artes. Sempre tem algumas almas caridosas que não deixam coisas boas caírem no esquecimento. Clique no link acima e obtenha mais informações sobre esta turminha.

Eu sabia fazer pipa e hoje não sei mais. Duvido que se hoje pegasse uma bola de gude conseguisse equilibrá-la na dobra do dedo indicador sobre a unha do polegar, quanto mais jogá-la com a precisão que tinha quando era garoto. 

Outra coisa: acabo de procurar no dicionário, pela primeira vez, o significado da palavra “gude”. Quando era garoto nunca pensei nisso, eu sabia o que era gude. Gude era gude. Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, e assoprando pelo buraquinho, tirava-se um silvo bonito que inclusive variava de tom conforme o posicionamento das mãos. Hoje não sei mais que jeito é esse. 

Eu sabia a fórmula de fazer cola caseira. Algo envolvendo farinha e água e muita confusão na cozinha, de onde éramos expulsos sob ameaças. Hoje não sei mais. A gente começava a contar depois de ver um relâmpago e o número a que chegasse quando ouvia a trovoada, multiplicado por outro número, dava a distância exata do relâmpago. Não me lembro mais dos números. Ainda no terreno dos sons: tinha uma folha que a gente dobrava e, se ela rachasse de um certo jeito, dava um razoável “pistom” em miniatura. Nunca mais encontrei a tal folha. E espremendo-se a mão entre o braço e o corpo, claro, tinha-se o chamado trombone axilar, que muito perturbava os mais velhos. Não consigo mais tirar o mesmo som. É verdade que não tenho tentado com muito empenho, ainda mais com o país na situação em que está. 

Lembro o orgulho com que consegui, pela primeira vez, cuspir corretamente pelo espaço adequado entre os dentes de cima e a ponta da língua de modo que o cuspe ganhasse distância e pudesse ser mirado. Com prática, conseguia-se controlar a trajetória elíptica da cusparada com uma mínima margem de erro. Era puro instinto. Hoje o mesmo feito requereria complicados cálculos de balística, e eu provavelmente só acertaria a frente da minha camisa. Outra habilidade perdida. Na verdade, deve-se revisar aquela antiga frase. É vivendo e desaprendendo. Não falo daquelas coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas e a coragem de antigamente, como subir em bonde andando – mesmo porque não há mais bondes andando. Falo da sabedoria desperdiçada, das artes que nos abandonaram. Algumas até úteis. Quem nunca desejou ainda ter o cuspe certeiro de garoto para acertar em algum alvo contemporâneo, bem no olho, e depois sair correndo? Eu já.

Luis Fernando Veríssimo

26/06/2013

Lembrança colorida e perfumada

junho 26, 2013 0 Comments

Nossa sensibilidade deixava tudo mais especial, afinal, tínhamos muito pouco comparado aos dias de hoje. A maioria das coisas não eram descartáveis, tudo era mais belo e verdadeiramente desejado. Serviam para apagar, escrever e apontar, mas a felicidade que exercia ao saber que quando você abrisse o estojo para sentir aquele cheirinho de morango ou melancia era o melhor de todas as funções. Emprestar? Nem pagando. Muitas vezes, ficava inteirinho o ano todo, só exalando o cheirinho, dando brilho aos olhos com suas cores e formas. Era para ser usado num momento chamado "nunca". A minha infância na escola também foi colorida e perfumada. 


27/06/2011

O corretivo nosso de cada dia

junho 27, 2011 1 Comments


Ah, como seria bom se as coisas ruins do nosso dia a dia fossem eliminados com um simples corretivo. Na minha infância e parte da adolescência foi possível, mas somente em cadernos, agendas, livros e o que estivesse ao alcance. Pois é, o tal do Liquid Paper, ou corretivo como era e é mais conhecido, foi criado em 1951 por Bette Graham, americana de 27 anos, divorciada e com filho para criar, era secretária em um banco de Dallas. Insatisfeita com a sujeira das fitas de carbono das máquinas de escrever, ela levou uma tinta branca à base de água que criara em casa. A inspiração teria vindo de pintores que ela viu cobrindo erros com uma camada extra de tinta. Um professor de química ajudou a melhorar a fórmula e logo as colegas aderiram. Em 1956, Bette fundou a Mistake Out Company, onde a produção era feita manualmente em sua cozinha. Nesse mesmo ano, ela trocou o nome do produto para Liquid Paper. Apenas em 1961 a empresa mudou-se para um pequeno escritório nos fundos de sua casa. Ela adquiriu sua primeira fábrica em 1968, com o nome de Liquid Paper Corporation. Em outubro de 1977, o negócio foi vendido para a Gillette por 38 milhões de dólares.



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26/01/2011

O inesquecível mimeógrafo

janeiro 26, 2011 4 Comments


Como esquecer do revolucionário mimeógrafo? Acho que 99% que ler este post vai lembrar do cheirinho do álcool que as folhas exalavam ao passar por ele, sem dúvidas. Das chacoalhadas e sopradas para as folhas secarem. Ou do momento último biscoito do pacote por ser o escolhido da professora para buscar o dito cujo ou rodar a manivela. E o melhor de tudo era quando todo mundo da sala torcia para as provas borrarem e ficarem para o dia seguinte. A maioria dos meus professores faziam as provas a mão mesmo, só a de geografia fazia na máquina de escrever. Já para quem não teve a oportunidade e nasceu na época do xerox e dos computadores, só posso dizer que perdeu uma das melhores experiências que as escolas ofereciam, algo que marcou a infância/adolescência de muitos e que jamais será esquecida.



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19/06/2009

Cartilha Caminho Suave

junho 19, 2009 3 Comments
Durante décadas, a Cartilha Caminho Suave alfabetizou um terço da população adulta brasileira. Impossível esquecer a letra "A de Abelha", "E de Elefante", "I de Igreja" e "Z de Zabumba". Se o construtivismo deu certo ou não, a verdade é que com essa cartilha terminávamos a primeira série alfabetizado.

A Cartilha Caminho Suave, concebida pela educadora brasileira Branca Alves de Lima (1911-2001) cuja 1ª edição é de 1948, parece ter sido um fenômeno de vendas no Brasil. Calcula-se que todas edições, até a década de 1990, venderam 40 milhões de exemplares. Apesar de não ser mais o método "oficial" de alfabetização dos brasileiros, a cartilha de Branca Alves de Lima ainda venda cerca de 10 mil exemplares por ano.

Especialistas em pedagogia afirmam que "Caminho Suave" e "Sodré" (de Benedita Stahk Sodré, autora da Cartilha Sodré) são os únicos métodos realmente brasileiros de alfabetização em português.

O método da Cartilha Caminho Suave começa pelas vogais, forma encontros vocálicos e depois parte para a silabação. O sucesso editorial seria devido ao fato de unir o processo analítico ao sintético, facilitando o aprendizado. Há um exemplar de edição bem posterior, dos anos de 1980, quando a cartilha foi modificada e vários exercícios foram incluídos.

Você se lembra?

A de Abelha
B de Barriga
C de Cebola
D de Dado
E de Elefante
F de Faca
G de Gato
H de Hora
I de Igreja
J de Jarra
L de Laranja
M de Macaco
N de Navio
O de Ovo
P de Pato
Q de Queijo
R de Rato
S de Sapo
T de Tatu
U de Unha
V de Vaca
X de Xadrez
Z de Zabumba



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17/09/2008

Estojo Automático

setembro 17, 2008 3 Comments

Este era genial e o sonho de consumo da maioria das crianças. Na época era caro pra "dedéu". Você apertava um simples botão para abrir o compartimento da borracha, outro para o apontador, outro para a régua e outro para os clips ou o que quisesse. Na parte de cima iam os lápis, canetas, lápis de cor e canetinhas. Eu tive um desses e foi difícil convencer minha mãe pra comprar um. O meu era rosa, ilustrado com motivos japoneses.



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Canetas e Canetinhas

setembro 17, 2008 1 Comments
Você lembra das canetas que tinham água dentro?



E as canetas gordinhas que vinham com 10 cores e com cheirinho?





E das canetinhas Playcolor, que tinha a canetinha branca que apagava as outras?





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