terça-feira, 28 de agosto de 2012

Carrossel de 1991 e 2012



O aguardado remake de "Carrossel", a novela infantil mexicana que foi um dos maiores sucessos já exibidos pelo SBT, já está no ar há pouco mais de um mês e tem sucesso garantido entre as crianças do Brasil todo. Pelo menos, as crianças que conheço e já ouvi falar adoram. 

A primeira versão foi feita em 1966, na Argentina, você sabia? Em 1983, fizeram a segunda versão. A versão que surgiu aqui no Brasil em 1991, foi feita no México em 1989, escrito por Abel Santacruz, com 375 capítulos, ficando no ar durante um ano. O sucesso foi tanto que chegou a ser reprisado três vezes, em 1993, 1995 e 1996.

Agora, quem assume a nova versão é Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos. Mas aquele clima ingênuo e doce do original foi deixado um pouco de lado, dando ênfase a era da Internet. São crianças mais espertas e modernas. Até o uniforme azul mudou para amarelo e branco, com detalhes em xadrez.

Mas qual a versão que mais tocou seu coração? Não tem como comparar, não é mesmo? Para as crianças de hoje em dia, que não tiveram a oportunidade de assistir a novela mexicana com a professora Helena, interpretada por Gabriela Rivero, não tem noção do quanto ela era linda, carinhosa e a professora mais querida e sonhada do mundo. Não tirando o mérito da atual professora Helena, faz seu papel muito bem.

Não tenho acompanhado diariamente, mas das oportunidades que tive de assitir alguns dos capítulos, o personagem que melhor atua e lembra muito bem é o Jaime. E, a Valéria, interpetada por Maisa, me desculpem, não tem nada que lembra aquela menininha de óculos grandões, onde o charme era ela levantá-lo sempre acima do nariz e sua inesquecível fala doce.

Chorei em muito capítulos, principalmente quando a professora Helena sofreu um grave acidente. Todas as cenas em que Maria Joaquina maltratava o Cirilo me cortavam o coração. Amava a docilidade e as lições que o Firmino dava. E a melhor de todas foi quando a professora Helena voltou a dar aula para a classe.


Então, como sempre digo, não existe o melhor ou pior, cada geração é diferente, o comportamento é diferente. Muitas vezes, rimos do que nossos pais e avós gostavam na suas épocas e, hoje, meu filho curte coisas bem diferentes que as da minha época. Que esta novela traga lembranças valiosas, assim como a primeira versão foi para nós.




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