quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Bolinhas de Gude ou Clicas



Esta é um brincadeira infantil que não fez muita parte da minha infância. Sendo menina, dava ênfase para as brincadeiras de meninas, óbvio. Mas, com certeza, fez parte da infância de muitas pessoas, é um dos símbolos máximos da liberdade e rebeldia infantil masculina. O "barulhinho" das conhecidas "clicas" são inesquecíveis nas ruas de casa, na hora do recreio e nos campinhos de futebol.

A história conta que as civilizações egípcias e romanas conheciam jogos com bolinhas. Estas eram feitas de mármore (vindo daí o nome em inglês do brinquedo "Marbles" - lascas de mármore), alabastro e cerâmica, madeira e até ossos de animais. Na Grécia antiga, as crianças jogavam com castanhas e azeitonas.

Em Roma, com nozes e avelãs. Em um túmulo de uma criança egípcia, foram encontradas bolinhas feitas de pedras polidas, jade e ágata, datadas de 1.450 a.C. O jogo era tão popular na Roma dos Césares, onde era conhecido como "esbothyn", que o imperador César Augusto, tinha o costume de parar na rua para assistir as partidas. Acabou sendo difundido pelo Império pelas Legiões Romanas, ganhando assim o mundo.

Jogo tipicamente infantil, percorreu os séculos chegando até os dias de hoje. O nome "gude" deriva de "gode", do provençal, que significa "pedrinha redonda e lisa". Bem óbvio.

Difundiu-se pelo mundo e no século XVII, famoso ficou um poema, de escritor anônimo inglês, que descrevia o estudante como "um asno na sintaxe, mas um bamba no gude". Sensacional.

Nos séculos XVIII até o início do século XX, o grande fabricante de bolas de gude foi a Alemanha. Mas a partir daí, difundiu-se a fabricação do brinquedo de um material bem mais barato e acessível, o vidro, dando origem assim, ao brinquedo que hoje conhecemos.

Ta vendo? As famosas clicas fizeram muito sucesso antes mesmo do que a gente imagina, mas não tenho mais visto com tanta frequência entre as brincadeiras de rua dos moleques. Acho que entre as brincadeiras com bola, a da vez é o bom e velho futebol.


.


.

Nenhum comentário: