quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Olha Quem Está Falando

Esta deliciosa comédia escrita e dirigida por Amy Heckerling estreou em 13 de outubro de 1989, ao custo de $7,5milhões, arrecadando $140,088,813 nos EUA, mais $156,911,000 no estrangeiro, chegando a incríveis $296,999,813. Claro que gerou sequências, ambas fracas e sem o mesmo sucesso. O segundo, Olha Quem Está Falando Também até que é interessante, mas ficou um pouco na mesmice. O terceiro, Olha Quem Está Falando Agora, passa a ter cachorros falantes, ou seja, é desinteressante...


Em Olha Quem Está Falando vemos Mollie (Kirstie Alley), uma contadora que tem um caso com Albert (George Segal), um cliente que está comprometido. Quando fica grávida, sente que Albert estará sempre com ela e o bebê, mas acaba se vendo abandonada por ele. Mesmo assim, ela decide ter o bebê e, no caminho para o hospital, conhece o motorista de táxi atrapalhado, James Ubriacco (John Travolta), que por fim, se torna a babá de seu filho recém-nascido. Mollie então passa a procurar o pai ideal para seu filho, Mikey, com o tempo se envolve com James. Mikey, apesar de ser um bebê é um observador e a platéia se diverte ao escutar seus comentários na voz de Bruce Willis.

A grande sacada de Amy Heckerling foi dar voz aos pensamentos do bebê Mikey. Não tem como não rir de suas observações desde o útero em diante. E talvez isso tenha feito a produção funcionar tão bem.

O filme foi feito para divertir, é claro, por isso mesmo não se demora em apresentar personagens ou se aprofundar em quaisquer de suas dificuldades. A caneta e a camera de Heckerling estão mais preocupadas em mostrar como as coisas acabarão se resolvendo para o bem dos envolvidos.

Kirstie Alley tinha 38 anos na época e fazia papel de uma mulher de 33, que por sinal, muito bem feito. John Travolva parece bem solto ao interpretar o taxista James que se vê forçado a usar o endereço de Molly para uma necessidade e acaba se envolvendo com o bebê e mais tarde com a própria mãe.

No mais, o filme ainda funciona como uma ótima diversão descompromissada, mesmo tendo se passado quase vinte anos do lançamento. Há comentários de um projeto para remake, mas fico com o original que é bem melhor.




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